O Sul-Mato-Grossense
Documento do jornal

Princípios editoriais

O Sul-Mato-Grossense cobre política, agronegócio e economia em Mato Grosso do Sul. A redação fica em Campo Grande e a cobertura alcança o interior. Este documento descreve os critérios que usamos para apurar, editar e publicar. Serve para que o leitor saiba o que pode cobrar de nós.

Apuração

Nada é publicado sem origem verificável. Antes de o texto ir ao ar, o repórter precisa saber de onde veio cada informação, e o editor precisa poder refazer o caminho.

Documento tem precedência sobre relato. Quando a reportagem se apoia em uma única fonte e não há papel que a sustente, o texto diz isso ao leitor com todas as letras, em vez de emprestar à informação uma segurança que ela não tem.

Quem é alvo de acusação é procurado antes da publicação e recebe prazo compatível com a gravidade do que se afirma — o que quase nunca significa uma hora antes do fechamento. Se não houver resposta, a matéria registra que a pessoa foi procurada, por qual meio e quando.

Fontes

A regra é fonte identificada. O anonimato é exceção e depende de risco concreto: perda do emprego, integridade física, retaliação de quem tem poder sobre a pessoa. A decisão de conceder é do editor, nunca do repórter sozinho.

Fonte anônima não sustenta acusação. Ela indica caminho, aponta documento, confirma o que outra já disse. Publicar acusação grave amparada apenas em quem não aparece transfere ao leitor um risco que é nosso.

Notícia e opinião

Reportagem apura e informa. Coluna opina, vem assinada e aparece identificada como coluna, no site e nas redes.

Conteúdo pago é marcado como publicidade acima do anúncio, em todas as páginas onde aparece. Anunciante não escreve reportagem, e reportagem não é vendida.

Inteligência artificial

A redação usa inteligência artificial em tarefas de apoio: transcrever áudio de entrevista e de sessão, ler documento longo, sugerir título, revisar o texto contra o manual da casa, resumir e adaptar a matéria para cada canal de distribuição.

Não usamos inteligência artificial para escrever reportagem, e não geramos imagem realista de pessoa, lugar ou acontecimento. Essas duas portas estão fechadas por decisão editorial, e não por limitação técnica.

Nenhuma sugestão de máquina entra no texto sem que alguém decida colocá-la ali. Cada uso fica registrado no sistema do jornal com o nome de quem usou, a hora, a ferramenta e o que foi feito com o resultado. Quando esse uso for relevante para entender como a reportagem foi construída, ele é informado no próprio texto.

Erros

Erro publicado é corrigido à vista de quem leu. O procedimento, os prazos e o endereço para pedir correção estão na política de correções.

Independência

Anunciante não sugere pauta, não lê matéria antes da publicação e não é avisado de que aparecerá em uma. Release de assessoria entra na apuração como o que é: informação de origem interessada, que precisa ser checada antes de virar linha.

Quem assina uma reportagem e tem vínculo com o assunto — parentesco, sociedade, cargo anterior, amizade próxima com quem é citado — informa isso no pé do texto ou não assina.

Atualizado em agosto de 2026