Câmara analisa orçamento de R$ 7,7 bilhões para Campo Grande
Projeto enviado pela Prefeitura define receitas e despesas e ainda receberá emendas dos vereadores

A Câmara Municipal de Campo Grande começou a analisar nesta terça-feira (1º) a proposta de orçamento de R$ 7,7 bilhões para 2027 . O projeto, enviado pela Prefeitura, estima as receitas e define as despesas do município para o próximo ano e, durante a tramitação, poderá receber emendas dos vereadores.
A proposta consta no Projeto de Lei nº 12.548/2026, apresentado em plenário durante a sessão ordinária. Considerando todas as fontes de receita, o orçamento previsto para 2027 é 10,67% superior à estimativa de aproximadamente R$ 6,9 bilhões para este ano.
Na mensagem encaminhada junto ao projeto, a Prefeitura informa que prevê ações de ajuste fiscal, incluindo controle de despesas, aperfeiçoamento de processos e sistemas e medidas para aumentar a eficiência da gestão. O Executivo também aponta investimentos em educação, saúde e infraestrutura.
Em relação às despesas com pessoal, o projeto informa percentual de 53,97%. O limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o Executivo municipal é de 54%.
Projeto segue para comissão Após a apresentação em plenário, a LOA segue para a Comissão Permanente de Finanças e Orçamento da Câmara, que definirá o relator da proposta.
A comissão é formada pelos vereadores Otávio Trad, presidente; Landmark, vice-presidente; Maicon Nogueira; Fábio Rocha; e Ronilço Guerreiro.
Landmark foi o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada no primeiro semestre deste ano com 485 emendas . A LDO estabelece metas e prioridades da administração pública e serve de base para a elaboração do orçamento municipal.
Durante a tramitação da LOA, os vereadores poderão apresentar novas emendas ao texto, buscando incluir ou modificar a destinação de recursos prevista para 2027.
A Câmara, por meio da Comissão de Finanças e Orçamento, também deve realizar uma audiência pública para detalhar a proposta e receber sugestões da população.
O orçamento precisa ser aprovado em duas votações até o fim do ano . Depois, o texto, incluindo as emendas aprovadas pelos vereadores, segue para sanção da Prefeitura. Caso alguma delas seja vetada pelo Executivo, o veto retorna ao plenário da Câmara para análise dos vereadores.
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