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Agro & Economia

PIB de Campo Grande deve crescer 2,5% e superar MS e Brasil

Capital deve avançar acima dos 1,9% previstos para Mato Grosso do Sul e dos 2% estimados para o país; serviços e construção puxam empregos

PIB de Campo Grande deve crescer 2,5% e superar MS e Brasil
Reprodução

A economia de Campo Grande deve encerrar 2026 com crescimento de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB), segundo projeção divulgada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). A estimativa coloca a Capital acima das projeções de crescimento de Mato Grosso do Sul, de 1,9%, e do Brasil, de 2%.

Os números constam na edição de julho do Boletim Econômico da Semades e são acompanhados por indicadores de emprego, abertura de empresas e comércio exterior.

O setor de serviços concentra a maior parcela da economia campo-grandense e responde por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB) do município. O segmento também apresentou o maior saldo de empregos formais no primeiro semestre de 2026.

Entre janeiro e junho, Campo Grande abriu 3.541 postos de trabalho com carteira assinada, chegando a 236.695 vínculos formais. Os serviços responderam por 2.088 novas vagas no período, enquanto a construção civil teve saldo positivo de 1.467 empregos.

A base empresarial também aumentou. Em julho, a Capital contabilizava 149.147 empresas ativas, quantidade 44,62% maior que a registrada em 2020. Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte representam 94,55% dos CNPJs ativos no município.

Outro indicador apresentado pelo boletim é o comércio exterior. As exportações de Campo Grande somaram US$ 462,47 milhões entre janeiro e junho, alta de 40,24% na comparação com o mesmo período de 2025.

O saldo da balança comercial chegou a US$ 252,23 milhões no primeiro semestre. Segundo a Semades, é o maior superávit registrado pela Capital para os seis primeiros meses de um ano desde o início da série histórica, em 1997.

Paralelamente aos indicadores econômicos, a administração municipal adotou mudanças em processos relacionados à abertura e ao funcionamento de empresas e à construção civil. A Lei de Liberdade Econômica Municipal retirou a exigência de alvará para 654 atividades consideradas de baixo risco.

O município também implantou o Alvará de Construção totalmente digital, permitindo que documentos, projetos e o Termo de Responsabilidade e Ciência sejam apresentados e assinados eletronicamente, sem entrega física.

Outra mudança foi a criação do Ponto de Controle de Licenciamento Integrado (PCLI), coordenado pela Semades, para reunir a análise de processos urbanísticos e ambientais envolvendo diferentes setores da administração municipal.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a projeção do PIB deve ser observada em conjunto com outros indicadores da Capital.

“A projeção de crescimento do PIB é um indicador importante, mas precisa ser analisada junto com os demais dados. Temos geração de empregos, crescimento da base empresarial, fortalecimento do setor de serviços e avanços no comércio exterior”, afirmou.

A prefeita Adriane Lopes relacionou as mudanças administrativas à tentativa de facilitar a atividade econômica no município. “Esse conjunto de fatores fortalece nossa cidade e cria oportunidades para a população. É isso que buscamos”, declarou.

Editoria: Capital | Economia

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