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Agro & Economia

Serviços empregam 182 mil e pagam R$ 5,6 bilhões em MS

Serviços profissionais e transportes concentram quase 58% dos trabalhadores do setor no Estado

Serviços empregam 182 mil e pagam R$ 5,6 bilhões em MS
Setor de serviços empregou 182,3 mil pessoas em Mato Grosso do Sul em 2024, segundo levantamento do IBGE / Reprodução

O setor de serviços empregou 182.267 pessoas em Mato Grosso do Sul em 2024 e registrou R$ 5,6 bilhões em gastos com salários, retiradas e outras remunerações. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram a maior parcela dos trabalhadores, com 37,4% das pessoas ocupadas. Na sequência aparecem transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, responsáveis por 20,5% dos empregos, com 37.343 trabalhadores. Juntos, os dois segmentos reuniram 57,9% das pessoas ocupadas no setor.

Os serviços prestados às famílias ficaram na terceira posição, com 19,9% dos trabalhadores. Dentro dos diferentes ramos pesquisados pelo IBGE, o transporte rodoviário aparece em destaque, com 29.085 pessoas ocupadas.

Outro segmento com peso no mercado de trabalho foi o de alojamento e alimentação, que registrou 25.283 trabalhadores. Segundo o levantamento, esse grupo respondeu por 15,9% do pessoal ocupado na atividade em que está classificado.

Serviços profissionais concentram maior gasto com remunerações Dos R$ 5,6 bilhões destinados a salários, retiradas e outras remunerações pelas empresas de serviços de Mato Grosso do Sul, R$ 1,9 bilhão ficou concentrado nos serviços profissionais, administrativos e complementares.

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio aparecem em seguida, com R$ 1,4 bilhão. Desse montante, R$ 1 bilhão foi registrado somente no transporte rodoviário.

Mudança impede comparação direta com anos anteriores Os números da PAS são referentes a 2024 e foram coletados em 2025. O IBGE informou que houve uma mudança na metodologia da pesquisa, realizada desde 1998. A principal fonte utilizada para identificar empresas ativas deixou de ser a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e passou a ser o eSocial.

A alteração provocou uma quebra na série histórica da pesquisa a partir de 2024, com impacto maior entre empresas com menos de cinco pessoas ocupadas. Por isso, os resultados atuais não devem ser comparados diretamente com os levantamentos anteriores sem considerar a mudança metodológica.

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